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14 pessoas são indiciadas em caso de médica agredida por tentar interromper ‘baile do corona’

O dia 30 de maio foi um dia marcante e traumático para Ticyana D’azambujja. A médica, que estava no intervalo entre plantões, perdeu a cabeça enquanto tentava descansar e resolveu agir por conta própria para tentar interromper uma festa irregular que acontecia.

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Ticyana tentou apelar para o bom senso dos festeiros e tocou a campainha da casa, mas recebeu hostilidade. Na saída, ela tomou uma decisão errada e quebrou o retrovisor do carro de um dos convidados. O que acontece a partir daí é um dos crimes mais assustadores.

A médica foi seguida pelas ruas do Grajaú, no Rio de Janeiro, até ser alcançada. Ela sofreu um mata-leão, socos, chutes, pisões e até um motoqueiro socou suas mãos, enquanto ela tentava se segurar na moto para fugir do grupo que a perseguia.

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Pelo menos 5 pessoas participaram da sessão de agressão contra a médica, que ficou indefesa no poder do grupo. Ela foi carregada de volta ao local da festa, onde estava o carro danificado, e novamente foi feita refém, já com o joelho quebrado.Quatorze pessoas foram indiciadas, mas nem todas vão responder pelas agressões. Todas foram indiciadas por infração sanitária, já que a festa era ilegal em razão dos decretos de combate a covid-19. Dos 14, 5 foram indiciados pela agressão contra a médica.

Rafael Presta, dono da propriedade onde a festa acontecia, é o homem que pode ser visto nas imagens carregando a médica, e Rafael Pereira, que também é visto agredindo a médica e outro vizinho que tentou socorrê-la, vão responder por lesão corporal grave. Outras 3 pessoas vão responder por lesão corporal leve.

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A investigação passou por análise de imagens registradas por dezenas de câmeras de segurança, localizadas pelo trajeto pelo qual Ticyana correu para tentar fugir. Além disso, também haviam filmagens de celular de testemunhas. Também foram ouvidos depoimentos de 30 pessoas.

O delegado do caso explica ainda que o indiciamento por lesão corporal grave pode ser auditado para lesão corporal gravíssima, a depender do laudo pericial da médica, que já está afastada do trabalho há mais de um mês em decorrência das lesões.

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Escrito por Roberta R

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