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Advogado denuncia agentes da Niterói Presente por agressões em abordagem

Agentes da Operação Niterói Presente e a delegada da 76º DP agora respondem processo por suposta tortura e abordagem arbitrária. O advogado Renato Gomes afirma que foi intimidado por policiais, agredido e ainda levado para a delegacia, onde foi fichado e precisou pagar fiança de R$2 mil. Gomes questiona o motivo da prisão e alega que sofreu fraturas depois de ser agredido por policiais.

Gomes afirma que estava na Avenida Prefeito Silvio Picanço, em Charitas, quando desceu do carro e decidiu urinar próximo ao carro. Ele conta que policiais se aproximaram, um deles com a arma na mão, o advogado afirma que ali começou uma sessão de agressões.

Renato Gomes afirma que não teve a chance de se identificar porque os agentes apresentaram uma atitude agressiva desde o começo. O advogado afirma que parou o carro porque percebeu um veículo dirigindo em alta velocidade e a condução suspeita vindo em sua traseira. Com medo de ser atingido em um acidente, ele encostou para dar passagem ao carro e decidiu urinar nesse momento.

Vítima compartilhou imagem de exames realizados.

Renato Gomes conta que foi agredido com socos e chutes, arrastado de um lado para o outro da pista e teve seu carro revistado. Ele afirma ainda que uma quantia de R$200 que estava no carro desapareceu depois da revista. Gomes afirma que eram 8 policiais participando da abordagem e que em uma das agressões, um dos policiais pisou sobre seu pé, causando uma fratura.

Gomes relatou que o pisão aconteceu depois de tentativas de se identificar. “Um dos PMs pisou no meu calcanhar rompendo todos os meus ligamentos e provocando três fraturas”, o advogado afirma ainda que nesse momento passou a temer pela própria vida já que um dos agentes portava uma arma. “Me senti torturado”, define.

Renato Gomes é advogado criminal e atua há 11 anos defendendo policiais. Ele afirma que foi jogado no chão e além de múltiplas fraturas em um dos tornozelos, também teve seu óculos de grau quebrado pelos agentes. Ainda sobre fazer xixi na rua, Gomes afirma que sofre de uma condição chamada incontinência venosa, que o leva a urinar muitas vezes.

Depois da abordagem na rua, Gomes afirma que houveram outras irregularidades no processo. Ele relata que foi encaminhado ao Instituto Medico Legal pelos policiais, mas que chegando ao local não havia um perito em serviço, os funcionários também não souberam informar o horário em que um profissional chegaria. Diante disso, Gomes foi levado ao Hospital Mario Monteiro e, segundo a vítima, o médico em plantão teria se recusado a fazer exames afirmando que era ele quem mandava fazer exame.

O advogado afirma que a todo momento os policiais afirmavam que ele estava embriagado. Ele afirma que pediu para que fosse feito um teste de bafômetro e exame de sangue, mas que não teve seu pedido atendido. Dali, Gomes afirma que foi levado de volta ao IML, onde um perito se recusou a fazer exames e apenas aplicou um questionário para avaliar se ele estava ou não alcoolizado.

Na delegacia, o advogado afirma que as coisas também não foram conduzidas corretamente. Ele afirma que foi impedido de dar sua versão dos fatos e, embora o departamento o acusasse de dirigir embriagado, a ocorrência foi registrada como violência doméstica. Ele afirma que foi ouvido pela delegada por cerca de uma hora e teve seu depoimento alterado.

Abordagem aconteceu por volta das 5h50, do dia 7.

O advogado conta ainda que foi determinada uma fiança de R$5 mil para que fosse liberado, depois de 12 horas detido. O valor foi abaixado para R$2 mil porque, segundo Renato, uma tia idosa teria implorado para que a delegada abaixasse o valor. “Quase se ajoelhou no chão”, conta.

O caso foi registrado e encaminhado a  1ª Vara Criminal de Niterói como violência doméstica. Gomes passou por cirurgia e afirma que vai precisar de licença por pelo menos 4 meses. A Polícia Civil afirma que uma prisão por embriaguez foi realizada na DP e acusa Renato Gomes de ter agredido a delegada, além de ter agredido a equipe inteira de policiais. O advogado nega.

Escrito por Roberta M

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