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Cientistas incluem o Brasil no mapa de risco dos países onde poderá surgir uma nova pandemia

Há mais de 6 meses, o coronavírus começou a se alastrar drasticamente por todo mundo. Embora os cientistas ainda tenham muitas dúvidas sobre a doença, parte dos pesquisadores estão se empenhando agora em descobrir onde poderá ocorrer uma nova pandemia, com o objetivo de precaverem o mundo o quanto antes.

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Segundo esses estudos, o Brasil aparece no mapa de risco de uma nova pandemia, além da Ásia e da África, por exemplo, onde surgiu o coronavírus e o ebola, respectivamente. Os cientistas sabem que outras enfermidades podem surgir dessas localidades, devido às suas condições sanitárias precárias, degradação ambiental e extrema desigualdade, fatores que permitem o alastramento de vírus e bactérias.

Assim, o estudo recente mostra que o Brasil pode ser enquadrar dentro dessa perspectiva junto da África e Ásia, já que no país há situações semelhantes as citadas, como as condições sanitárias e a pobreza, possibilitando o surgimento do vírus e o possível risco de uma nova doença global.

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Os cientistas acreditam que vírus ainda não descobertos que são transmitidos de animais para seres humanos podem surgir, criando novas pandemias. Acredita-se que, como o ebola, o coronavirus surgiu porque o ser humano está envolvido no habitat dos animais silvestres.O cientista do Instituto de Medicina Tropical da USP, Antônio Charlys da Costa, no Brasil, há muitos lugares que o esgoto corre a céu aberto, localidades em que é possível encontrar ratos em mercados, como em São Paulo, e é fácil a transmissão de doenças.

Dados recentes mostram que a falta de saneamento básico é um problema crônico no país, onde boa parte da população ainda vive em lugares que não têm tratamento de esgoto, devido à falta de comprometimento nesse tipo de gestão. O governo é incapaz de alcançar a meta de atender a maior parte do território brasileiro, criando esgoto adequado.

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A justificativa de Paulo Ferreira, Secretário Nacional de Saneamento, é que as pequenas cidades não conseguem administrar esse problema, tanto pelos prefeitos não se interessarem o suficiente na questão quanto por falta de pessoal especializado.

No norte do Brasil, por exemplo, 90% da população vive sem saneamento básico. Esse problema não é algo exclusivo do território nacional e suas implicações podem afetar a saúde do globo, como aconteceu em Wuhan, China, com a covid-19.

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Escrito por Cláudia LM

Colunista de notícias dedicada a escrever artigos de qualidade sobre saúde, TV, notícias de grande repercussão, notícias gospel e demais assuntos.