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Com covid-19, indígena dá entrada no hospital após um aborto espontâneo e é mandada pra casa com feto em um pote de plástico improvisado

A Maternidade São Camilo, em Aracruz, Espírito Santo, pode acabar sendo alvo de denúncia da Defensoria Pública ou Ministério Público depois de um caso grotesco envolvendo uma família indígena. A família denuncia o hospital por discriminação e descaso.

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Jacieli Pego Ramos Bolonese, de 31 anos, deu entrada na unidade depois de sofrer um aborto espontâneo dentro de casa. Ela já vinha tendo complicações no parto e chegou a ser diagnosticada com um descolamento de placenta. Depois de sofrer o aborto, ela ligou para a emergência.

Jacieli foi socorrida por paramédicos e levada de ambulância até a Maternidade São Camilo. A mulher denuncia que já foi tratada com descaso desde o começo. Depois da ambulância, ela conta que ninguém a amparou ou ofereceu uma cadeira de rodas.

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A paciente conta que estava com dor, em choque e se sentindo muito fraca, ainda assim foi obrigada a andar sem nenhum tipo de auxílio. Ao chegar no quarto onde esperaria para fazer o procedimento de curetagem, Jacieli foi obrigada a ficar do lado do feto que acabara de expelir.

Depois de realizar o procedimento, ela voltou para o quarto e perguntou o que aconteceria com o mesmo, mas a equipe médica não providenciou informações. Uma técnica de enfermagem teria pego o feto e colocado em um pote plástico de soro improvisado. No interior, havia formol.Mesmo incomodados com a situação, por acreditar que poderia se tratar de procedimento padrão e cansados emocionalmente, Jacieli e seu marido, David, decidiram voltar para casa. No dia seguinte, no entanto, eles procuraram o centro médico que atende a aldeia Caieiras Velhas, da qual fazem parte, e confirmaram que o procedimento estava completamente errado.

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A equipe médica do centro informou que o casal só poderia ter levado o feto para casa caso tivesse assinado um termo alegando questões culturais, o que não foi o caso. David decidiu entrar em contato com a Maternidade para cobrar explicações.

Apenas aí, depois que o vídeo já circulava nas redes sociais, é que o hospital enviou uma equipe à casa do casal para recolher o feto. No local, Jacieli conta que os profissionais pediram desculpas e informaram que aquele não era o protocolo.

No hospital, o feto deveria ter sido devidamente enviado a Casa Rosa para exames laboratoriais, cujo resultado seria enviado para a família. Com essa informação em mãos, Jacieli afirma que se sentiu “isolada de seus direitos” e denuncia o hospital por discriminação.

O Ministério Público informou que entrou em contato com a família para orientá-los sobre as medidas cabíveis e também determinou que a família receba assistência psicológica. O MP também informou que está estudando a situação para avaliar se cabe um processo, da mesma forma a Defensoria Pública também acompanha o caso.

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Escrito por Roberta R

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