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Médica, sem registro de especialização no Conselho Regional de Medicina, é denunciada por cirurgias plásticas que deram errado

Se você parar 10 pessoas aleatórias na rua e perguntar a cada uma delas se existe algo que elas mudariam em si mesmas, muito provavelmente, as respostas te surpreenderiam. É provável que várias dissessem que sim.

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Cirurgias plásticas já foram tabu em algum momento da história e ainda são para pessoas e culturas mais conservadoras. Mas procedimentos estéticos através de cirurgias vêm sendo vistos cada vez mais com um olhar naturalizado na sociedade como um todo. O que tem seus lados positivos e negativos.

Do lado positivo, significa que cada vez menos as pessoas que decidem fazer cirurgias plásticas vão sofrer estigmas sociais por isso. Ao mesmo tempo, um ponto negativo é que isso também pode significar um potencial aumento de procedimentos clandestinos, ou seja, sem todo o rigor dos protocolos.

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O caso da médica Letícia Venoso, por exemplo, é uma boa ilustração de prática irregular, fazendo vítimas que pensavam estar realizando um sonho. A médica está sendo investigada e o caso ganhou repercussão.

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De acordo com o próprio Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, a médica não possui nenhuma especialização registrada junto ao órgão. Em outras palavras, apesar de se apresentar como cirurgiã plástica, ela não está regularizada para exercer a profissão.A notícia foi veiculada pelo Balanço Geral, da Rede Record. Duas pacientes da médica foram ouvidas, das quais uma é ex-funcionária do consultório de Letícia. Ela revela que, mesmo sabendo de algumas irregularidades do local, confiava na médica e por isso realizou 3 procedimentos.

Venoso de fato realizou uma pós-graduação em cirurgia plástica, pelo Centro Universitário de Araras. A conclusão do curso foi confirmada pelo próprio grupo UNAR. No entanto, a médica nunca chegou a ter a especialização registrada pelo Conselho.

A equipe de reportagem do programa procurou o consultório da médica, mas foi recebida apenas pelo irmão de Letícia Venoso e o advogado da mesma. A defesa da médica afirma que uma das pacientes que aparece na reportagem, com a barriga “queimada”, sofreu uma infecção.

Quanto a outra paciente, que realizou procedimento nos glúteos, o advogado afirma que outro médico performou a cirurgia e não Letícia Venoso. O advogado afirmou ainda que os dois casos mencionados pelo Balanço Geral seguem na justiça. O Conselho Regional afirma que está investigando o caso.

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Escrito por Roberta R

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