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Niteroiense e sucesso internacional, Sérgio Mendes tem CD novo

Niterói é uma cidade de grande história e muitas curiosidades, mas uma das coisas que muita gente sabe é que a cidade é terra de muitas pessoas ilustres para o país. De ganhador do Grammy, até símbolo feminista, muita gente importante na história brasileira nasceu e, em muitos casos, cresceu na cidade do sorriso. Talvez você conheça algumas delas.

Um dos nomes mais ilustres nascidos em Niterói é o de Sérgio Mendes, pianista internacionalmente reconhecido. Compositor por trás da música “Mas que nada”, parceria com Will.I.Am, do Black Eyed Peas, o pianista nasceu em 1941, em Niterói. Sua carreira é muito conhecida internacionalmente, especialmente nos Estados Unidos, onde a maior parte de sua carreira acabou se baseando.

Imagem promocional do single “Mas que nada”, um dos carros chefe do disco Timeless.

Em 1992, Mendes recebeu o Grammy e o Grammy Latino pelo disco “Brasileiro”, uma de suas maiores obras. Para o grande público, no entanto, seu nome ficou mais conhecido após o disco “Timeless”, de 2006, que reuniu parcerias com nomes que vão desde Marcelo D2, até Justin Timberlake.

Sérgio Mendes começou a carreira em casas noturnas do Rio de Janeiro, onde tocava Bossa Nova. Em várias literaturas, Antônio Carlos Jobim é creditado como um mentor para Sérgio Mendes, com quem trabalhou e tocou em algumas ocasiões pela cidade. Durante aquele período, também teve contato com artistas estrangeiros que vinham ao país para concertos.

Sérgio Mendes ao lado de Stevie Wonder e Tom Jobim. Data desconhecida.

O primeiro disco lançado por Sérgio Mendes foi “Dance Moderno”, um álbum inteiramente instrumental. Nessa fase, Mendes integrava o grupo Sexteto Bossa Rio e começava a exportar sua carreira para Europa e Estados Unidos. Sérgio Mendes gravou com o saxofonista Cannonball Adderley e também com o flautista Herbie Mann.

A saída definitiva de Sérgio Mendes do país aconteceu em 1964, temendo por sua liberdade e vida, o pianista decidiu se mudar para os Estados Unidos, onde acabou construindo sua carreira. Já com alguns contatos internacionais, conquistados através do trabalho no Brasil, o pianista contou também com a presença de outros artistas brasileiros que fugiram da ditadura para vários países, incluindo Estados Unidos.

Sérgio Mendes e Brasil ’65, extraído de Discogs.

Em sua chegada nos Estados Unidos, Mendes integrou o grupo Sérgio Mendes & Brasil ’65, que saiu em turnê pelo país e lançou dois discos. A iniciativa foi promovida, em sua primeira fase, pelo Ministério de Relações Exteriores, o Itamaraty, que visava expandir o conhecimento da música brasileira. A Bossa Nova vivia um período de muito interesse internacional, Sérgio Mendes, com outros artistas brasileiros, chamava muito a atenção.

Além de Sérgio Mendes, Rosinha de Valença, Jorge Ben, Wanda Sá, Sebastião Neto e Chico Batera integravam o ’65. O grupo lançou o álbum ao vivo “In Person At El Matador”, pela Atlantic Records, e o disco de estúdio “Brasil ’65”, pela Capitol Records. Uma das exigências de Sérgio Mendes era a de que as canções fossem cantadas em português. Essa exigência foi deixada de lado após uma sugestão de Richard Adler, levando em conta que os discos não estavam vendendo bem no país. Adler sugeriu então que o grupo cantasse tanto em português, quanto em inglês, promovendo uma espécie de mescla entre os dois idiomas.

Além da decisão de adicionar o inglês nas composições, a mudança de ares promovida pela saída da Atlantic também trouxe novas possibilidades. O grupo Sérgio Mendes e Brasil ’66 agora assinava com a A&M e, sob esse selo, viveu o primeiro grande sucesso com o lançamento da música “Mas que Nada”, que na verdade era um cover de uma canção de Jorge Ben, que integrava o grupo. Para se ter ideia, a canção foi adicionada a lista do Hall da Fama da América Latina, devido ao enorme sucesso e desempenho nas rádios e vendas, em 2013. O disco de estréia pela nova gravadora recebeu apoio de Herb Alpert, um dos fundadores da empresa, que recebeu o grupo como ato de abertura em sua própria turnê como forma de divulgação.

Capa do disco “In The Key Of Joy”.

Atualmente, com 79 anos, Sérgio Mendes lançou a poucos meses atrás o disco “In the Key of Joy” que conta com 13 faixas. O disco repete a parceria de sucesso entre Sérgio Mendes e sua esposa, a cantora Maria da Graça Leporace, ou simplesmente Gracinha Leporace, como é conhecida em sua carreira. O disco foi lançado pela Concord Records, gravadora do setor de Jazz norte-americana.

Escrito por Roberta M

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