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USP toma decisão histórica e expulsa aluno acusado de fraudar cotas sociais e raciais; jovem tem possibilidade de recurso

A Universidade de São Paulo (USP) tomou uma decisão histórica ao fim do primeiro julgamento contra fraude na história da Instituição. Fundada há 86 anos, a Universidade é referência de qualidade não só no estado como em todo o Brasil.

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Um aluno identificado como Braz Cardoso Neto, de 20 anos, foi acusado de fraudar as cotas racial e social. Na declaração, o jovem afirmou ser pardo e declarou ter renda de até R$4 mil, dividindo a casa com 4 outras pessoas, sendo uma dessas dependente.

Apesar de ter se autodeclarado pardo e de baixa renda, Braz não conseguiu provar nenhuma das declarações. O processo de apuração levou mais de um ano para ser concluído e Braz não conseguiu documentar suas alegações.

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O jovem anexou fotos de pessoas negras em seus documentos e alegou ter parentesco com elas, mas de acordo com o regulamento da Instituição, a ascendência não é considerado critério, mas sim o fenótipo, ou seja, a aparência. De todo modo, Braz também não conseguiu provar ser parente das pessoas cujo as fotos ele enviou.Quanto a renda, Braz não conseguiu provar a renda declarada. Além disso, colegas de curso também confirmaram ter conhecimento de que o jovem usava carro particular como principal meio de transporte. O menino também foi questionado sobre viagens frequentes, inclusive ao exterior.

O caso foi denunciado pelo Coletivo de alunos negros do curso de Relações Internacionais da Universidade. Em sua defesa, Braz afirma que está sendo vítima de “patrulha” e que o coletivo não tem o que chamou de prerrogativa para efetuar tal denúncia.

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A comissão recomendou, de forma unânime, que o jovem fosse expulso da Universidade. Embora tenham decidido pela expulsão, a comissão ressaltou que respeita a autodeclaração do rapaz, mas que sua ascendência não necessariamente imputa experiência de racismo.

Braz Neto tem 10 dias para recorrer da decisão. O jovem não quis comentar a matéria da Folha de São Paulo e alegou que seguia orientação do pai, que é advogado e o representa no caso.

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Escrito por Roberta R

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